O ensino remoto pareceu um bicho de mil cabeças no início da pandemia para os alunos e para muitos professores e escolas, sendo a única forma de manter os cursos em andamento, em tempos de distanciamento social por causa da Covid-19.

Passados mais de um ano e meio, parte desses docentes e instituições de ensino já estão mais familiarizados como o sistema online, porém, ainda restam muitas questões a serem solucionadas.

Entre as principais dificuldades enfrentadas por escolas e professores no ensino remoto, segundo levantamento feito pelo SerProf, da Kanttum, estão a avaliação da aprendizagem; autonomia do aluno; atividades desenvolvidas na aula remota; interação na aula online; e organização da aula.

Quando se fala em avaliação da aprendizagem é preciso lembrar que no ensino remoto é imprescindível entender a avaliação para além das provas e trabalhos somente ao final das unidades de estudo. O ideal é realizar essa avaliação de forma contínua, ou seja, durante todo o processo de ensino e aprendizagem.

No quesito autonomia do aluno é necessário que o docente crie espaço para que o estudante participe efetivamente da construção do próprio conhecimento. Essa habilidade é evidenciada na descrição das competências gerais para a Educação Básica propostas pela BNCC, com foco em formar cidadãos que possam atuar em cenários complexos e em transformação.

Assim, é urgente que os educadores incorporem práticas pedagógicas às suas aulas, que possibilitem o desenvolvimento da autonomia pelos alunos, oferecendo opções de escolhas significativas, fortalecendo a autoconfiança deles para que façam novas tentativas sem medo de errar, permitindo que expressem suas opiniões e necessidades, e, sobretudo, dando oportunidade para que pesquisem temáticas diferentes das propostas pelo material didático.

As atividades desenvolvidas nas aulas online precisam ser melhoradas. Com a transição para o modelo virtual, de maneira abrupta por conta da pandemia, os professores se viram obrigados a tornar as aulas mais interessantes com uso de ferramentas digitais não adotadas nas aulas presenciais. Para isso, foi e continua sendo necessário que os educadores se atualizem profissionalmente e busquem novas possibilidades.

Nas aulas online, a participação dos estudantes cai bastante. A adoção do uso do chat,  de ferramentas que permitem edição colaborativa de textos, uso intencional de mídias sociais e a utilização planejada das salas simultâneas são recursos que devem ser mais explorados pelos educadores.

É bom lembrar que a empatia é ponto importante nas aulas, especialmente nas online. De acordo com o estudo da Kanttum, priorizar o acolhimento e auxílio aos estudantes surtem bons efeitos em todos os sentidos, inclusive nos resultados da aprendizagem.

 


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