Uma escola ou uma rede de instituições de ensino, exatamente como uma empresa, é composta por pessoas e são esses indivíduos que garantem não apenas a existência da organização como alavancam seu crescimento.

O trabalho em equipe agrupa um conjunto de pessoas com a finalidade de desenvolver varias ações com um mesmo propósito.

O mundo ideal do trabalho em equipe é aquele no qual cada integrante sabe exatamente o que o outro está fazendo, suas ideias, habilidades e, sobretudo, há compartilhamento de informações e experiências sobre o processo, à medida em que avançam no esforço de atingir o objetivo do trabalho.

É importante frisar que todos dentro da equipe são responsáveis pelas atividades exercidas. Assim, cada integrante é responsável pelo sucesso de uma tarefa bem feita, ou pelo fracasso dela.

Assim, é possível garantir que trabalhar em equipe impacta no sucesso de qualquer empresa, inclusive de uma escola, pois a atuação coletiva eleva o desempenho dos funcionários – no caso de instituições de ensino, de docentes e gestores, e favorece a construção de um patrimônio colaborativo.

E, gente, vamos combinar que um time que rende resultados positivos é aquele que possui boa comunicação. A competitividade interna cede lugar à cooperação, para que, juntos, levem a organização a alcançar seus objetivos e metas.

A pergunta que não quer calar é: como ensinar os alunos a trabalhem em equipe se o corpo docente não o faz?

Há tempos a escola vem estimulando os estudantes a desenvolverem a capacidade de trabalharem em equipe, de forma colaborativa, com um objetivo comum.

Contudo, há um paradoxo nesse caminho…

Se as crianças e jovens precisam aprender a trabalhar em equipe e desenvolver conhecimento de modo colaborativo, os docentes e gestores não precisariam agir do mesmo modo?

Seria o ideal, já que não é tão simples se ensinar o que não se sabe ou não se pratica…

O fato é que a rotina escolar empurrou os docentes ao trabalho individual e solitário. E o pior, muitas vezes, longe do aprendizado colaborativo. O professor planeja suas aulas sozinho, dá aulas sozinho, analisa os resultados do processo de ensino e aprendizagem sozinho e passa isso adiante, para a direção da instituição.

A direção da escola recebe esses resultados e, muitas vezes, não faz ideia do sofrimento do docente para chegar a tudo isso sozinho.

Por esse, e outros fatores, construir um trabalho autenticamente coletivo é um grande desafio para os professores e gestores escolares.

É necessário que o professor deixe de ser um profissional solitário e passe a ser um profissional altamente solidário, para o seu próprio bem.

Quanto cada um não aprenderia e se desenvolveria se houvesse troca entre os docentes de uma mesma escola?

 Esse trabalho em equipe na escola, por parte de docentes e coordenação pedagógica – que não deve segurar rédeas e sim escutar e colaborar também -, passa, para início de conversa, pela construção de trabalho em equipe no qual as tomadas de decisões, planejamento, avaliações e análises de resultado do processo ensino e aprendizagem são feitos de forma coletiva.

Para isso é essencial a escuta de todos, visando objetivos em comum, a partir de princípios compartilhados por todos os integrantes do grupo.

Isso pode ser feito por meio de Comunidades de Prática Virtuais, por exemplo! Imaginem quantos desafios podem ser superados e quantas ideias e inovadoras implantadas?

Nesse sentido, levanto algumas reflexões para docentes e gestores escolares:

  • Na escola onde você leciona, o corpo docente, a coordenação pedagógica e a gestão são realmente são mesmo uma equipe?
  • Agem de forma conjunta, ouvem uns aos outros, tomam decisões conjuntamente?
  • Docentes e gestores são capazes de dialogar, argumentar e negociar intenções e interesses?
  • Compartilham pontos de vista de livremente, sem censura e de maneira amistosa?
  • A aprendizagem coletiva é rica entre os docentes?
  • Como ensinam os estudantes a trabalhar em equipe se não o fazem na rotina profissional?

Como professores e gestores podem trabalhar em equipe?

Não há fórmula perfeita, mas como já citei acima, a Comunidade de Prática Virtual, pode ser o melhor caminho.

E entre os tópicos que posso destacar para que se possa pensar nessa possibilidade estão:

  • Analisar se o grupo de docentes e coordenadores se constitui como equipe, trabalhando de forma interativa e  colaborativa;
  • Organizar tempo de modo a privilegiar a interação entre os docentes;
  • Além das reuniões de todos os docentes para estudo ou tomada de decisões em relação ao projeto da escola – que devem ser focadas, para não se estenderem a vida toda -, é interessante dividir os professores em equipes menores que atuam, por exemplo, nas mesmas turmas, para que interajam e compartilhem problemas, sugestões e soluções encontradas;
  • Definição de tema para articular o trabalho em equipe para criar um ponto sobre o qual os professores com suas disciplinas ou áreas do conhecimento podem se dedicar;
  • Estabelecer cronograma de prazos para cada ação coletiva, a ser seguido por todos os grupos de trabalho, a fim de que todos avancem juntos. Esses tópicos servem para auxiliar no engajamento da equipe de professores e gestores, mas há muito mais…
  • Há ainda a docência compartilhada, na qual, em determinados momentos, os professores trabalham em conjunto na sala de aula com os estudantes. Essa prática traz muitos desafios, mas permite que cada professor entenda a ação pedagógica do colega e possa compreendê-lo melhor. Essa prática traz aprendizado e ajusta a equipe na tomada de decisões e negociação do que será realizado com os alunos.

E aí, bora tentar?

Se quiser saber mais sobre Comunidade de Prática Virtual para iniciar ou aprimorar esse tipo de trabalho, basta me contatar pelo email sandhra@educarparasergrande.com.br

Fontes: Sebrae, Portal Educador, Nova Escola

 


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