O dado consta de estudo encomendado pela Mastercard ao Instituto de Pesquisa Datafolha, denominado “Barômetro da Segurança Digital 2021”.

Além disso, de acordo com o levantamento, 42% dos entrevistados afirmaram que a empresa não está preparada para reagir a um ataque cibernético,

Os números impressionam, levando-se em consideração a transposição, por exemplo, das aulas presenciais para as remotas e online, há mais de um ano, por causa da pandemia de Covid-19, o que exigiria investimento pesado em segurança de dados e senhas.

Há muitos dispositivos conectados na área da educação e brechas deixadas pelo sistema de segurança cibernético podem culminar em roubo de dados e senhas dos usuários. Essas brechas podem ser a forma como os dados são armazenados; vulnerabilidades em pessoas que acessam dados a partir de smartphones; ou ainda, brechas no relacionamento com fornecedores e terceirizados.

Embora as ações efetivas a respeito de proteção de dados e senhas no segmento ainda sejam tímidas, 79% dos entrevistados avaliaram que a cibersegurança é tema muito importante para as companhias de educação, e 57% deles garantiram que a segurança cibernética é amplamente discutida pelo segmento.

“Quanto mais os negócios se tornam digitais, mais dados e informações são gerados e, consequentemente, vulneráveis a ataques e fraudes”, pondera o Gerente Geral da Mastercard Brasil, Estanislau Bassols.

O fato real é que os ataques cibernéticos geram grandes despesas para as empresas. Dados do Ponemon Institute, no estudo “2019 Cost of a Data Breach Study”, revelam que o custo médio da violação de dados para companhias é de US$3,9 milhões. O número é baseado em mais de 500 organizações em 16 países e 17 setores industriais e leva em consideração, entre outros fatores, a perda de negócios, despesas pós-incidentes, despesas para detectar e escalar e despesas de notificação.

Segurança cibernética na educação

Ainda segundo o levantamento “Barômetro da Segurança Digital 2021”, 78% das empresas de educação possuem profissionais de TI para segurança das informações e, mesmo assim, 41% das companhias do setor são alvos de fraudes e ataques digitais com alta ou média frequência.

Apesar disso, apenas 44% dos entrevistados admitiram que as instituições de educação  possuem política de cibersegurança estabelecida para seus funcionários.

De acordo com a pesquisa, 67% das instituições de educação não realizaram simulação de ataques em seu ecossistema nos últimos três meses, embora 37% avaliam que a principal ameaça para as companhias da área é o uso de contas pessoais de email e de redes sociais digitais.

Cibersegurança na mira da indústria

Dados de pesquisa da Gartner e do Relatório de estatísticas de risco virtual da Risk Based Security, mostram que os investimentos em segurança em toda a indústria tiveram taxa de crescimento anual composta de 12% a 15% globalmente, e há estimativa de que o mercado atinja US$ 300 bilhões até 2024. Espera-se que o Brasil siga essa tendência mundial.

E quando se fala em investir em cibersegurança, o setor de educação é um dos que possui mais oportunidades nesse sentido, no comparativo com os demais setores pesquisados (saúde, financeira + Seguros, tecnologias + Telecom e varejo).

Alguns direcionamentos para as empresas do setor seriam:

  • Fazer simulações de riscos e fraudes frequentemente, sem esquecer de parceiros e terceirizados;
  • Ter uma área focada em cibersegurança na empresa;
  • Treinar e conscientizar seus funcionários sobre a importância da segurança no ambiente digital;
  • Contratar e fazer parcerias com empresas que ofereçam soluções em cibersegurança.

“O Barômetro da Segurança Digital 2021, nos ajudou a identificar os setores da indústria que possuem mais lacunas de vulnerabilidade em relação a segurança e suas principais dificuldades para resolvê-las. À medida que trabalhamos para tornar nossa sociedade mais digitalizada e tecnológica, temos que assumir novas responsabilidades quanto a um dos bens mais preciosos na era digital: os dados dos consumidores. Por isso, a Mastercard desenvolve soluções que vão além do cartão e podem auxiliar as instituições de educação a monitorarem este ponto crítico e mitigarem riscos”, afirma Estanislau Bassols, Gerente Geral da Mastercard Brasil.

Sobre a Pesquisa Barômetro da Segurança Digital 2021:

O estudo foi realizado pelo Instituto de Pesquisa DataFolha, por solicitação da Mastercard, entre os dias 01 e 25 de fevereiro de 2021. Por meio de entrevistas telefônicas, o estudo nacional conversou com 351 decisores da área de tecnologia de vários segmentos ( saúde, financeira + Seguros, tecnologias +  Telecom e varejo) sendo 99 deles da área da educação, com a margem de erro de 5,0 pontos percentuais total.


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