Em tempos de ensino remoto, a apropriação de novas metodologias como as ativas, por exemplo, cresce entre os docentes. E uma das formas de engajar os alunos, que já é indicada pela educomunicação há mais de 30 anos, porém ainda pouco aplicada na prática, é a educação para e pelas mídias.

Lançar mão das mídias para adaptar conteúdos e solicitar atividades dos estudantes, além de envolvê-los, torna o processo de ensino e aprendizagem bastante rico. E as técnicas da educomunicação podem ser aplicadas à todas, absolutamente todas as disciplinas e não apenas às da área de humanas, como é comum se pensar.

Por meio da educomunicação pode-se desenvolver nos estudantes competências tanto para consumir como para produzir mídias de maneira responsável e cidadã, e, ainda, ser capaz de trazer para a sala de aula (seja ela presencial ou virtual) o mundo real, a realidade das crianças e adolescentes, sem exigir mais tempo ou recursos disponíveis para o professor.

A educação midiática, mais do que levar o conteúdo didático aos alunos, forma cidadãos pensantes, críticos, ativos, bons comunicadores e proativos.

E para aqueles que pensam que é preciso uma revolução na aula para incluir as mídias, um tranquilizador, não é preciso fazer grandes alterações.

Independentemente da faixa etária, a educação para e pela mídia pode ser feita a partir de leitura crítica e por meio de produções, utilizando-se o próprio smartphone, por exemplo.

Da mesma maneira que se define os objetivos curriculares de uma aula, pode-se inserir os objetivos midiáticos para o desenvolvimento de determinado conhecimento de forma ampla, contextualizada e participativa.

Na prática, após definir quais os conhecimentos, habilidades e competências o professor quer que sejam desenvolvidas nessa aula, ele precisa definir quais habilidades midiáticas serão trabalhadas.

A aula será montada levando-se em conta quatro eixos: tema, mídia, ação e reflexão.

Por exemplo: nesse momento, estamos todos preocupados com a pandemia de Covid-19 e às voltas com a vacinação da população.  Pode-se montar a aula a partir de leituras, apresentação de áudios e vídeos que apontam como a vacina age no organismo, eficácia e importância da vacinação para conter o avanço da doença no mundo. Após essa apresentação, abre-se discussão sobre o entendimento, por parte dos alunos, desse material e busca-se compreender a ação maléfica das fake news em relação ao tema.

Esse processo poder ser feito também a partir da solicitação de atividades como pesquisa e identificação de fake news sobre o tema, ou ainda, por meio de produções audiovisuais em grupo, dependendo da faixa etária.

Aulas montadas a partir do princípio da educomunicação podem trazer resultados incríveis e ainda desenvolver nos estudantes a criatividade, percepção aguçada e o senso crítico.

Você gosta do tema educomunicação? Se gosta, conte pra gente… Entre em contato que podemos auxiliar nessa adequação para suas aulas ou para a escola na qual trabalha.


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