Em tempos de mundo globalizado e pouco questionamento com o lemos, vemos e ouvimos na web, principalmente nas redes sociais, distinguir verdades de mentiras pode ser muito difícil.

Pior ainda é compartilhar informações falsas, compradas como verdades, em maio à avalanche de conteúdo que passa diante de nós por minuto.

Com foco no desenvolvimento dessa habilidade nos estudantes do ensino médio, o Instituto Poynter, instituição norte-americana sem fins lucrativos que promove o ensino do jornalismo, criou um plano de aula que explica princípios da verificação de fatos, ou seja, a checagem.

O guia está disponível em 11 idiomas, sendo que a versão em português foi produzida pela Agência Pública.

As atividades do plano têm duração de uma hora e 15 minutos, o que permitiria encaixá-lo, por exemplo, em uma aula dupla.

Funciona da seguinte forma: um folheto de quatro páginas é entregue aos alunos, e o professor pede a todos que se posicionem sobre o que acham do voto obrigatório ou do voto facultativo.

Em seguida, os estudantes têm acesso a três reportagens que tratam do tema. Uma delas é um texto equilibrado, com fatos e fontes indicados, enquanto as outras duas trazem afirmações opostas sobre o tema, mas não apresentam quaisquer fontes.

O objetivo do exercício é mostrar aos estudantes como suas opiniões e paixões pessoais podem impedir que escolham uma reportagem baseada em fatos.

Também faz parte do plano de aulas uma animação de 2 minutos, que explora as diferenças entre fatos e opiniões, notícias e boatos.

O material produzido pelo Poynter tem outras preocupações e ensina, por exemplo, como explicar as adolescentes as diferenças entre o que é uma opinião e o que é um fato.

O plano de aula traz muitas dicas de ferramentas que ajudam a desvendar boatos e correntes que circulam pela web. Entre as dicas, pede aos estudantes que fiquem atentos a sites que não incluem uma seção descrevendo quem são os responsáveis por eles ou os autores das informações nele divulgadas.

Já a última atividade prevista é a criação, pelos alunos, de posts, vídeos, GIFs, desenhos e memes nas redes sociais, que poderão espalhar dicas de como descobrir notícias falsas na internet.

Dessa forma, o conhecimento adquirido por eles passará a circular entre jovens que ainda não tiveram acesso ao plano de aula.

Se a informação se espalhar, certamente ficará mais fácil barrar boatos e rumores que infestam as timelines de todos, todos os dias, sobre os mais diversos assuntos.

Os professores que se interessaram poderão, além de consultar a versão em português da Agência Pública, também acessar mais detalhes no site do Instituto Poynter.

Vale ressaltar que o tema vem preocupando especialistas há tempos.

O assunto foi alvo de alerta em carta redigida pelo físico britânico Tim Berners-Lee, que inventou a World Wide Web há 28 anos.

Segundo ele, o hábito de se informar pela internet e o uso de algoritmos favorecem a desinformação.

Em vários países, como no Japão, por exemplo, as crianças do Fundamental recebem orientação sobre os cuidados que devem ter ao tentar se informarem pelas redes sociais.


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